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Espumantes e champanhes: um guia completo sobre essa bebida

Recentemente saiu aqui no blog um Guia Completo para apreciadores de vinho, uma das bebidas mais famosas do mundo. Clique aqui para conferir. E como prometido lá, aqui vai um…

30 de abril de 2022

Tempo de leitura: 9 min

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Espumantes e champanhes: um guia completo sobre essa bebida

Recentemente saiu aqui no blog um Guia Completo para apreciadores de vinho, uma das bebidas mais famosas do mundo. Clique aqui para conferir.

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E como prometido lá, aqui vai um outro Guia para aquela que, não menos importante, está presente em várias comemorações especiais e acontecimentos importantes na vida da maioria das pessoas: os espumantes e champagnes.

Quem já provou um bom champanhe ou espumante sabe que ele merece todos os créditos que lhe são atribuídos.

Champanhe e espumantes: um guia completo sobre essa bebida

Já dizia o enólogo norte-americano Robert Noecker: “Meu único arrependimento na vida é não ter bebido mais champanhe”. E também o monge francês Pierre Pérignon: “Venham rápido! Eu estou saboreando as estrelas!”.

E você já se questionou onde está o segredo do sucesso desse líquido tão especial?

Diferente do vinho, o espumante possui uma fermentação extra no seu processo de elaboração, além de outros processos.

A partir de agora você vai descobrir tudo que envolve esse universo da bebida que atravessou séculos com muita bagagem histórica. Continue a leitura 😉

O champanhe surgiu a partir de um “problema” 👀

Lá pelo século XVII, os melhores vinhos do mundo eram atribuídos a Beaune, região administrativa de Borgonha, na França. Conhecida inclusive como a capital do vinho da Borgonha.

Champanhe e espumantes: um guia completo sobre essa bebida

Tudo era feito com muito requinte. Para tanto, eram os preferidos das cortes europeias.

Ao mesmo tempo, a também cidade francesa Champagne dava o seu máximo para produzir vinhos brancos com qualidade e ganhar a preferência dos europeus. Mas apesar de terem inúmeros atributos, apresentavam um defeito considerado relevante.

Champanhe e espumantes: um guia completo sobre essa bebida
Foto por Carpe Mundi

Como a fermentação do vinho depende do calor, a chegada do inverno fazia com esse processo ficasse incompleto, e só era retomado na primavera, quando a temperatura voltava a subir. Essa pausa fazia com que várias garrafas explodissem devido à pressão gerada pelo gás carbônico.

Pensando em diminuir essa situação, Pierre Pérignon, monge e também tesoureiro da produtora de vinhos da região, colocou as garrafas em uma adega subterrânea e de solo calcário.

Moet & Chandon
Horizon Bleu/Moët & Chandon

Ao abrir as garrafas, perceberam que o gás e as bolhas tinham dado uma nova nuance aos vinhos. E assim iniciou-se o processo de desenvolvimento do champanhe. Claro que com o passar dos anos, tudo foi aprimorado para chegar no ponto admirável que conhecemos hoje.

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Simbora falar desses métodos que envolvem sua produção?

Se você é um consumidor fiel dos espumantes, já deve ter percebido que no rótulo das garrafas estão escritos “método tradicional ou Champenoise” e “Charmat”, mesmo que não saiba o que eles significam (até agora 😉).

Charmat e Champenoise têm origem francesa e representam o seu método de fabricação. Essa diferenciação define o resultado final do espumante, em qual categoria ele irá se encaixar e até mesmo qual será sua valorização no mercado.

Método Champenoise

O processo Champenoise quer dizer que ele vem da região de Champagne é mais caro que o Charmat por causa do tempo de produção e das etapas que devem ser feitas.

Esse estilo de produção é baseado no modelo primordial, aquele onde a fermentação do espumante acontece dentro da garrafa. Ao passar por essa primeira etapa, começa a segunda fase, chamada de amadurecimento.

Em seguida, muitos produtores dão início a um processo onde é incorporada uma mistura de açúcar e vinho (liqueur de tirage). Essa mistura pode ser extraída tanto da cana-de-açúcar, como da beterraba, como da própria uva.

Nele também possuem algumas leveduras que vão ajudar nessa segunda etapa de fermentação. Depois a garrafa é fechada com uma tampa de metal (parecido com o que ocorre com as garrafas de cerveja) e começa o processo de formação de gás carbônico, o perlage (bolhas de vinhos e espumantes derivadas da fermentação).

Pronto, agora é só esperar o espumante descansar. Esse tempo irá variar de acordo com o tipo de uva e preferências do produtor.

O processo seguinte é chamado de dégorgement. Ele acontece assim que encerra a segunda fermentação. As células mortas das leveduras (borras) utilizadas se dissolvem por autólise. Quanto mais tempo o espumante permanece com essas borras, mais ele fica encorpado, cremoso e complexo. O tempo para que tudo isso aconteça pode variar de seis meses a cinco anos.

Terminado esse tempo, o espumante não pode ser retirado da garrafa e filtrado, pois se isso acontecer, ele perde um dos seus mais notórios elementos: as bolhas.

Então as garrafas são giradas e movimentadas por sessenta dias para que as borras se desgrudem da parede e fiquem depositadas no gargalo. E aí acontece a degola do gargalo. Alguns produtores não realizam esse processo e mantém as leveduras mortas no espumante. Fazer ou não esse processo deixa a aparência límpida ou turva, respectivamente. Sem falar que a presença das borras encarecem o espumante, já que são “mais naturais”.

Se parte do espumante for perdido durante a degola, os produtores preenchem o espaço com licor de dosagem (que determinará o estilo da bebida e o teor de açúcar).

Inclusive, isso também está presente no rótulo. Veja só 👇

Nature: menos de três gramas de açúcar por litro;

Extra-Brut: acima de três gramas até oito gramas por litro;

Brut: a partir de oito gramas até quinze gramas por litro;

Seco ou Dry: a partir de quinze gramas até vinte gramas por litro;

Demi-Sec: a partir de vinte  gramas até sessenta gramas por litro;

Doce: a partir de sessenta gramas de açúcar por litro.

Ah, outro grande diferencial dos espumantes que não passam pelo processo de degola, além de possuírem uma persistência no sabor mesmo após vários goles, é que como ele não é aberto para retirada do excesso de borras, ele envelhece por tempo indeterminado. Ou seja, interromper sua maturação é uma decisão exclusiva do consumidor, que é quem determinará a data de abertura da garrafa.

Método Charmat

Esse segundo estilo de elaboração foi desenvolvido por um italiano.

Aqui a segunda fermentação não acontece em garrafas, mas em grandes tanques de inox feitos para suportar a pressão. Nesse formato de produção, são elaboradas ao mesmo tempo, grandes quantidades de espumante de uma só vez.

Depois da primeira fermentação, o líquido é inserido em tanques e misturado com açúcares e leveduras, para que a segunda fermentação seja realizada. Daí o gás carbônico é liberado e somente depois disso o espumante é engarrafado.

Existe um terceiro método chamado de Moscatel.

Moscatel é um nome dado a uma família de uvas que eram chamadas originalmente de Moscato. Suas cascas podem ser brancas, tintas ou rosadas e cada uma origina tipos diferentes de vinhos. Porém, virou costume chamar de “espumante moscatel” todos aqueles que forem produzidos com a uva Moscato.

Esse método é  uma variação do Charmat, já que a fermentação também ocorre dentro de autoclaves. O que os diferencia é que aqui os espumantes só passam por um processo de fermentação.

Vou te explicar como funciona: o suco da uva Moscatel é colocado dentro dentro dos tanques junto com as leveduras e quando a bebida atinge um teor alcóolico entre seis e dez por cento (essa escolha varia de vinícola para vinícola), a fermentação é interrompida por choque térmico. Então o agora espumante é filtrado, engarrafado e está pronto para ser consumido. Esse tipo de espumante é mais doce e menos alcoólico que os demais, além de ter um aroma mais frutado.

Quais são os principais tipos de espumantes?

Cava, um espumante vindo da Espanha produzido principalmente com uvas autóctones (nativas da região).

Ele possui aromas cítricos, toque de pêra e muito frescor.

Champagne é um espumante elaborado apenas na região de Champagne, na França.

Os principais tipos de uvas usadas para sua elaboração são: Pinot Noir, Pinot Meunier (tintas) e Chardonnay (branca).

Quando o champagne é preparado somente com uvas brancas, ele é chamado de “Blanc de Blancs”. Se forem usadas uvas tintas, o espumante receberá o nome de “Blanc de Noir”. Sua fabricação é feita pelo método Champenoise.

Prosecco vem de Vêneto, na Itália. É feito com a uva Glera e através do método Charmat. São leves, ácidos e também apresentam muito frescor.

Crémant e Mousseaux são espumantes preparados na França (menos da região de Champagne). Crémant são aqueles elaborados pelo método tradicional e Mousseaux pelo método Charmat.

Asti, espumante italiano feito na região de Piemonte a partir da uva moscato. Sua fermentação é suspensa e com resfriamento até chegar a certo nível alcoólico. A bebida mais famosa de Asti aqui no Brasil é o Moscatel, doce, aromático e com teor alcoólico baixo. 

Sekt, é original da Alemanha e é muito famoso pelo seu aroma agradável e acidez muito presente. Chega até a deixar um gosto picante na boca. É preparado pelo método tradicional.

Harmonizações

Agora que você entendeu como se dá a produção e quais as características de cada um, vamos ao que interessa: a harmonização.

Devido ao seu processo de fabricação, o Moscatel é mais aromático e pouco alcoólico. Uma ótima pedida como aperitivo em recepções e casamentos e ideal para acompanhar sobremesas. Os rosados são ótimos para acompanhar lanches, recepções ao ar livre com queijos suaves e frutas. Já os espumantes mais fortes combinam com carnes, massas mais pesadas e mariscos.

Outras sugestões:

Para entrada: Brut.

Prato Principal: Nature.

Sobremesa: Moscatel.

Escolhendo o espumante ideal

Essa escolha depende da ocasião, não do processo de fabricação. Definir onde ele será consumido e quanto você pretende desembolsar são os principais pontos.

Se o momento pede algo mais elegante, vá de Champenoise. Se for um momento mais leve e refrescante, Charmat é a melhor opção.

Verifique também se o lugar escolhido para a compra do espumante acondiciona as bebidas da maneira adequada. Dê preferência a estabelecimentos e adegas climatizadas e nunca compre bebidas onde o líquido esteja abaixo do nível normal.

Na hora de olhar o rótulo, uma análise rápida na região onde foi produzido, seu teor alcoólico, conteúdo e safra são essenciais.

Na hora de servir

Nunca congele o espumante. Ele deve ser servido apenas resfriado. Na taça, coloque apenas um pouco mais da metade e prefira as mais altas e estreitas. Dessa forma, as bolhas percorrem melhor e o gás é conservado.

Se o objetivo for apreciar a bebida, não chacoalhe a garrafa antes de abri-la, pois assim todo o gás (marco da bebida) vai embora.

Espumantes do Vale do São Francisco

É claro que não poderíamos deixar de citar nossos rótulos! Aqui no vale temos espumantes de fabricação própria, como o Espumante Moscatel Rosé, que ainda não foi lançado oficialmente mas já é um sucesso no passeio à Vinícola. E outros que já estão disponíveis para a venda.

Temos duas vínícolas famosas e que são referência nacional. A Rio Sol e a Miolo.

A Rio Sol possui atualmente seis rótulos de espumantes. Acesse o site deles (link acima) e confira.

Já a Miolo possui 4 marcas e vários rótulos dentro delas. Link também disponível acima.

Para fazer uma visita à cada uma dessas vínicolas do Vale, fale comigo através do Whatsapp que agendamos o passeio.

Esse texto é um guia a ser consultado sempre que surgirem dúvidas sobre o tema. Ele está recheado de conhecimento para ajudar você a escolher boas opções de acordo com o momento e com o seu paladar.

Qual deles é o seu preferido e qual você sonha em provar?

Deixa aqui nos comentários. Vou adorar saber 🤩

Sou formada em Turismo, trabalho com Marketing e sou apaixonada por viagens! Mas vinhos é uma outra paixão que se deixar eu fico aqui o dia todinho falando sobre. 

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Sobre a Autora

Sou turismóloga e assessora de Marketing, apaixonada por viagens! Aos 12 anos morei em Petrolina (PE), mas só durou 6 meses! Meu pai já trabalhava no Vale do São Francisco, mas a família não se adaptou… Retornamos para Recife, mas meu pai seguiu indo e vindo Recife/Petrolina. Alguns anos depois a família retornou para o Vale, mas eu só retornei em 2006, casada e com um filho de 2 anos (Caio). Desde então, não saímos mais!! Tivemos uma filha petrolinense em 2008 e amamos morar em Petrolina! Amamos o Vale do SF!!

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